Como reage um animal acuado?


Era uma vez um leão muito bonito, saudável e forte chamado King.

Ele vivia livremente, acreditava que fazia suas próprias escolhas. Até planos ele fazia.

King tinha uma rotina muito bem planejada, pelas manhãs tomava um reforçado café da manhã após o seu banho, colocava sua melhor roupa, penteava a sua linda e muito bem cuidada juba e então saia para o trabalho.

No trabalho ocupava um cargo executivo, suas sugestões eram leis, suas decisões eram temidas por todos. Mas King prezava os resultados e lucros da empresa.

Almoçava sempre com todos os executivo da empresa, falavam de negócios durante o almoço e então retornavam ao escritório.

Ao final do dia, quando King saia do escritório, ia para a academia onde dizia que se exercitava para relaxar um pouco depois de um dia longo de trabalho.

King adorava uma festa, adorava estar rodeado por seus amigos e familiares.

Até que um belo dia...

#Fiqueemcasa

Todos se deparam com uma pandemia e com a necessidade e orientação expressa para que todos fiquem em casa.

King sentiu-se coagido com toda essa situação, sentiu que sua liberdade havia sido tirada de si, sem sua concessão. Sentiu-se preso, como se estivesse em uma jaula.

Num primeiro momento sofreu, sofreu a sua perda. Sofreu por não ter mais liberdade, sofreu por não mais se encontrar com amigos e familiares, sofreu por não poder mais ir a academia onde canalizava seu relaxamento, sofreu porque sua juba crescia sem corte, sofreu ...


E então ... como Freud já dizia


"Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda."


King sentiu profundamente essa dor, a dor de não estar vivendo, e decidiu mudar.

Começou a olhar para si mesmo, e sentindo-se coagido entendeu que não havia mais saída, que a única opção era seguir seus instintos, a sua real essência. A única opção era “acordar para quem se é (…)” e para isso, como Alan Watts diz “(…) requer desapego de quem você imagina ser.


E King bravamente iniciou o seu desapego, começou a adquirir novos hábitos, como se exercitar em casa, fortalecer sua fé, criar novos modelos de trabalho, passou a enxergar os demais ao seu redor e principalmente começou a ouvir seus instintos.


E como todo animal acuado, ele sentiu uma enorme necessidade de seguir seus instintos, de lutar, de sobreviver, e para isso teria que agir. Não havia outra opção que não fosse fazer o que veio para fazer neste mundo.

Percebeu que sentia falta da natureza, que sentia falta de ser melhor e de criar um mundo melhor.


E entendeu que aquele que

“(...) não sabe qual a sua missão na vida, já tem uma: encontrá-la” (Viktor Frankl).

E então ressignificou este momento...

King percebeu que a perda da liberdade foi na verdade um grande presente para que pudesse ter mais tempo, tempo para si, tempo para reencontrar a sua essência, retomar o seu foco sem distrações e iniciar a sua jornada para encontrar a sua missão na vida!

Portanto, como reage um animal acuado? Ele segue seu instinto de sobrevivência, ele ataca, ele luta. Ele segue sua essência para viver!

Qual é a sua essência?


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Tathiana M. Neder

Coaching4Action


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