Perdoar não é saudável!

March 15, 2019

Esta semana dois tópicos me chamaram a atenção nas redes sociais, perdãoe passado. Ambos estavam em postscompletamente desconectados, mas com grande frequência eram mencionados aqui e ali. 

 

Alguns postseram sobre a necessidade de perdoar, e outros, desconectados a este tema, sobre deixar o passado no passado e seguir adiante. 

 

Então fiz algumas reflexões sobre ambos os temas, que para mim estão diretamente conectados. 

 

Sobre perdão, penso que para perdoar algo tenho que me sentir ofendido com algo. Afinal, se eu não me sinto ofendido não tenho a necessidade de perdoar. 

 

E ainda falando sobre o perdão, se há esta necessidade é porque algo, no passado, me ofendeu, ainda que este passado seja recente, é passado. Portanto perdão e passado estão intrinsicamente conectados. 

 

O que mais tenho lido nas redes sociais é sobre perdoar e seguir em frente, mas se fizermos desta forma seguiremos uma vida perdoando a cada dia, portanto, deixo-me ofender a cada dia e depois perdoo, e isso se torna um ciclo, que alguns dirão ser benéfico, pois o perdão está na moda, é bonito dizer que alguém perdoou alguém. No entanto, quando nos ofendemos nosso organismo reage a esta ofensa com estresse,  gera em nosso organismo a ideia de algo muito ruim está acontecendo e que é um caso de vida ou morte, sendo assim há a necessidade de fugir ou lutar. Este estresse constante em nosso organismo, para questões que não são realmente de vida ou morte,  possibilita a geração e ou a manutenção de doenças causadas pelo estresse. 

 

Desta forma, viver perdoando não é saudável! 

 

O que seria saudável então?

 

Vivermos o presente de forma consciente, estando de fato presente no presente, usando nossa capacidade de escuta ativa, empatia, discernimento, foco, amor e o principal neste tema, eu acredito que seria utilizar como premissa o segundo compromisso citado por Don Miguel Ruiz em seu livro “Os quatro compromissos”, “não leve nada para o lado pessoal”.  Se tivermos este compromisso com nós mesmos, e entendermos que nada é pessoal, não nos sentiremos ofendidos, nosso organismo não se sentirá em estado de fuga ou luta evitando o estresse desnecessário e a possibilidade de uma doença, e não precisaremos perdoar, pois não há ofensa. Desta forma estaremos mais presentes no presente, afinal não preciso ficar revisitando o passado para buscar o perdão. 

 

Precisamos ter consciência que quando o outro diz que fala algo sobre mim ou para mim, ele o faz diante de seus parâmetros, diante de suas experiências, visão, valores, e etc, ou seja, não fala sobre mim ou para mim, mas sobre si e para si. 

 

Não acho que seja uma tarefa simples, mas com certeza é possível, basta iniciarmos, um passo de cada vez, um dia após o outro, treinando. 

 

Um bom começo pode ser escrever em um papel “nada é pessoal” e fixá-lo em seu criado-mudo ao lado de sua cama, e todos os dias ao acordar leia-o, e lembre a sua mente que “nada é pessoal”. E lembrar que quando perdoo, estou perdoando a mim mesmo por ter me sentido ofendido. 

 

Viva o presente de forma consciente! E seja livre e feliz! 

 

Tathiana M. Neder

www.coaching4action.com

 

 

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